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Frente Parlamentar Contra o Aborto é instalada com o objetivo de criar políticas públicas e ampliar rede de acolhimento às mulheres

Um dos objetivos do trabalho é acompanhar e fiscalizar programas ou políticas públicas, caso existam, de combate ao aborto

Instalação da Frente Parlamentar Contra o Aborto
(Foto: Marcos Lopes / ALMT)

A necessidade de políticas públicas efetivas, a criação de uma rede acolhimento para gestantes em situação de vulnerabilidade e a busca por dados pormenorizados sobre o aborto são os desafios apresentados à Frente Parlamentar Contra o Aborto – “Pró-Vida”, instalada nessa segunda-feira (15) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Durante a abertura, o deputado e coordenador-geral da FPCA, Cláudio Ferreira (PTB), pontuou que um dos objetivos do trabalho é acompanhar e fiscalizar programas ou políticas públicas, caso existam, de combate ao aborto, mas também realizar pesquisas destinadas à gestante e ao nascituro, dando transparência aos resultados.

“O direito à vida é o mais fundamental de todos. E nós não podemos nos furtar da obrigação de defender sobretudo as vidas mais indefesas”, afirmou o deputado.

Segundo Lenise Garcia, presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, um levantamento honesto de dados é importante para quem deseja enfrentar o problema do aborto através de novas políticas públicas.

“Sabemos que são divulgados muitos dados falsos, sem fundamento e que buscam exagerar, por exemplo, a questão da mortalidade materna. Cada mulher que morre importa, mas fala-se muitas vezes em milhares de pessoas — e sabemos que na realidade temos por volta de 50 mortes de mulheres por ano, em decorrência do aborto, incluído o aborto espontâneo”, pontuou.

Rute Oliveira, presidente-diretora da Associação de Amigos em Defesa da Vida – Núcleo Quero Viver, que tem atuação em Cuiabá, e Fernanda Guimarães, representante do Movimento Pró-vida em Rondonópolis, defenderam a importância do fortalecimento da rede de apoio e acolhimento às mulheres.

“Uma mulher que aborta jamais se livra desse fardo, vai sempre lembrar desse acontecimento com muita dor. Precisamos combater as falácias esquerdistas que enganam as mulheres que se rendem a essa medida extrema. Na nossa atuação, nós acolhemos as mulheres vulneráveis, que muitas vezes desistem da ideia do aborto, e vamos acompanhando até o nascimento do bebê. Neste final de semana mesmo, conversei com uma mulher que desistiu da ideia e agora está com uma filha de dois anos”, contou Rute.

Fernanda, por sua vez, complementou sobre a necessidade de uma rede multiprofissional de apoio a essas mulheres.

“Nós também acolhemos as mulheres, oferecemos auxílio desde o primeiro dia de contato até o nascimento do bebê. Mas elas precisam de atendimento psicológico, psiquiátrico, de saúde. É uma rede. E não temos ajuda ou qualquer apoio por parte do poder público”, lamentou.

Instalação da Frente Parlamentar Contra o Aborto
(Foto: Marcos Lopes / ALMT)

Já o médico ginecologista e obstetra Érico Duarte Izaías comentou que a polêmica em torno desse tema se dá pela dificuldade em se caracterizar em que momento se inicia a vida.

“Há quem se posicione a favor, mas não há uma ideia sobre em que momento essa vida está começando. É importante termos isso bem decidido. Uma vida é algo representativo muito fácil de se apresentar tecnicamente, ou seja, um DNA nunca visto na Terra e que passa a existir a partir da fecundação do espermatozoide no óvulo. Proteger isso desde o início é algo que é louvável e deve ser encarado como um trabalho”, explicou.

Nesse sentido, sobre a construção de narrativas, o historiador Mauro Nunes Rodrigues lembrou que a sociedade tem regredido nos valores morais e educacionais desde o século XVI.

“Os familiares, cristãos, políticos, cientistas, todos precisamos abrir os olhos sobre o que tem acontecido. É nosso dever defender os bebês dessa prática abominável”, cobrou.

A reunião contou ainda com a participação dos deputados estaduais Gilberto Cattani e Beto Dois a Um, que também integram a Frente.

“Antes, a gravidez era um motivo de alegria e, hoje, as pessoas vêem como um problema. Não podemos falar “aborto” e “feto”, mas sim, assassinato de bebês, pois é isso que acontece”, criticou Cattani.

“Eu sou um cara que acredita na vida, estamos aqui para fazer o que vai melhorar a vida das pessoas, apoio essa Frente e me coloco à disposição para dialogar e aprender mais”, completou Beto.

O vereador por Rondonópolis, Paulo Schuh, também elogiou a iniciativa e sinalizou o interesse em que o trabalho também contemple outros municípios mato-grossenses.

“Espero que consigam levar esse trabalho para outras cidades do estado ,para fortalecer o debate e as ações que serão realizadas”, disse.

O deputado federal Abilio Brunini também registrou presença no evento, que contou ainda com mensagens de apoio da também deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Mista Contra o Aborto, Chris Tonietto, e a senadora e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

“A discussão em torno desse tema tem um viés muito esquerdista que acaba banalizando a vida; é preciso ter esse outro olhar nosso, para desenvolvermos políticas efetivas”, disse Abilio.

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